domingo, 30 de agosto de 2020
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
NOTA DE LEIGOS E LEIGAS DA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE
"E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado". Marcos 2:27

Em 27 de julho de 2020, por ocasião da assinatura da CARTA ABERTA AO POVO DE DEUS, ao lado de mais 151 bispos que, ouvindo os clamores do povo brasileiro, saiu em sua defesa, indo de encontro aos desmandos que estão levando o país a um aumento inaceitável da injustiça social, com o número de vidas perdidas para a Covid19 que chega aos 112 mil, apoiamos Dom Fernando Saburido, quando ele era vítima de agressões verbais por ter assinado a carta profética.
Agora, precisamos também colocar nossa posição sobre os acontecimentos do último domingo (16.08.2020) com uma criança de 10 anos.
Diante da falta de acolhimento e compaixão com a criança, abusada sexualmente por quase metade de sua vida, por quem deveria lhe garantir segurança – o próprio tio –; diante da colocação da interrupção de uma gravidez de risco como um crime mais grave do que o estupro que a levou a esta situação; diante dos atos de hostilidade, violência e condenação da criança, dos familiares e profissionais de saúde, por parte de religiosos católicos e protestantes, padres, pastores, leigos, leigas e políticos, em frente ao hospital em que se encontrava internada a criança, sob o pretexto de defesa da vida; e ainda, diante do autoritarismo clerical que se instalou em algumas paróquias, com a exclusão arbitrária dos fiéis que apoiaram a garotinha, queremos registrar aqui a nossa indignação e a nossa tristeza.
Dessa vez, não podemos, pelas nossas próprias consciências, sermos parte dos que condenam pobres crianças, vítimas da violência sexual que recorrem, excepcionalmente, ao aborto para preservar a própria vida – já que se trata de gravidez de alto risco – e como forma de esperança de resgatar a infância roubada, com a dignidade que toda criança deve ter. Assim registramos o nosso apoio a todas as crianças vítimas da sociedade e à justiça que ampara o direito à preservação de suas vidas e de sua infância. Continuamos caminhando com a Arquidiocese de Olinda e Recife, da qual fazemos parte como povo de Deus de sua jurisdição, mas, acima de tudo, seguimos firmes em nossa caminhada de defesa da vida em sua plenitude. Sempre que houver a defesa da justiça e onde a ação da Igreja colocar em primeiro lugar a compaixão e a misericórdia acima da legalidade, como nos deu o exemplo o próprio Jesus Cristo, nós estaremos presentes.
CEBI – Centro de Estudos Bíblicos - Pernambuco
Grupo Encontro da Partilha
Grupo Fé e Política Dom Helder Camara
Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova Juventude Dom Helder Camara
Movimento dos Trabalhadores Cristãos
Pastoral da Saúde da AOR
Pastoral Ambiental da AOR
RCB – Renovação Cristã do Brasil- Recife
Rede de Espiritualidade e Ação Humanista
domingo, 2 de agosto de 2020
domingo, 26 de julho de 2020
REFLEXÃO DA CLASSE TRABALHADORA
sábado, 25 de julho de 2020
O TRABALHO TEM FUTURO?
quarta-feira, 8 de abril de 2020
O APAGÃO LITÚRGICO
sábado, 28 de dezembro de 2019
quarta-feira, 1 de maio de 2019


DECLARAÇÃO DO MMTC - DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR*
segunda-feira, 22 de abril de 2019
domingo, 21 de abril de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
sábado, 5 de janeiro de 2019
“TERRIVELMENTE CRISTÃ!”
Carta aberta à Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
Senhora Ministra,
em seu discurso de posse, num rasgo de fanática “profissão de fé”, a Sra. assim se definiu, perante um Estado, que a Sra. reconhece como laico: “Eu sou terrivelmente cristã”.
Para quem sobrará essa sua declaração de “terrorismo cristão”?...
Se a Ministra-Pastora se identificar com outra Mulher que veio bem antes da Sra., e, como Aquela, sentir-se contemplada, na sua “humildade”, e escolhida por Deus justamente para contribuir com seu Projeto de Libertação (Evangelho segundo Lucas 1,48-49)...
Se o seu ser “terrivelmente cristã”, tiver a ver com o que Maria, bem antes da Sra., um dia, cantou, justamente, quando elogiada por sua fé (Lucas 1,39-55)...
Que a Ministra Damares, em nome do Deus “Poderoso”, venha realizar este “santo terror”:
- ao permitir que, através da Sra., “o braço” de Deus aja ”valorosamente”, dispersando “os que no coração alimentam pensamentos orgulhosos”, julgando-se maiores e melhores que os demais (veja o verso 51);
- ao possibilitar que, através da sua atuação, “os poderosos”, os opressores e tiranos de sempre, sejam derrubados “dos seus tronos”, e, exaltados “os humildes”, os marginalizados e excluídos (veja o verso 52);
- ao concretizar, através do seu Ministério, o sonho de Maria e de todos os famintos e sedentos da Justiça: ver encherem-se “de bens, os famintos”, e “os ricos”, despedidos “vazios” (veja o verso 53).
Se o seu “ser terrivelmente cristã”, tiver a ver com o que o Filho bendito de Maria, um dia, profetizou, que venha a Ministra Damares com todo o ímpeto deste terror:
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- para ajudar a realizar a Bem-aventurança que prioriza “os que agora” têm “fome, porque” serão “saciados” (veja o v. 21a);
- para ajudar a realizar a Bem-aventurança que dá o primeiro lugar aos “que agora choram”, para que a gente possa vê-los “rir” (veja o v. 21b);
- para possibilitar que sejam “bem-aventurados” os que agora são odiados, expulsos, injuriados e rejeitados, justamente porque serviram ao Projeto de Libertação do “Filho do Homem”, tomando a defesa deles, permitindo, assim, que haja uma grande alegria neste país, pois justamente estes serão reconhecidos, desde já, como os agraciados de Deus (veja os v. 22-23);
A Ministra Damares será aclamada pela Terra e pelo Céu, se for, de fato, “terrivelmente cristã”, como Jesus:
- anunciando desde já a desgraça dos “ricos” (veja o v. 24);
- proclamando desde já a desgraça dos “que agora” estão “fartos” (veja o v.25ª);
- profetizando desde já a desgraça dos “que agora” riem (veja o v. 25.b);
- decretando desde já a desgraça dos que são louvados por “todos” (veja o v. 26).
Só assim, graças à sua atuação destemida e corajosa, essa gente soberba e abastada vai “ter fome”, haverá “de lamentar e chorar”, e todo mundo vai poder perceber de que lhes valeu tanta ostentação e tanta bajulação.
Se for para isso, Ministra, pode vir com todo o seu terror. Deus e o Povo irão aplaudi-la.
Mas, quanto antes,
- passe a cuidar das famílias dos Sem-Teto, para que não se repita o que aconteceu na primeira noite de Natal, e famílias vejam seus filhos nascerem nas piores condições “porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas 2,7);
- não tenha medo nem vergonha de comer e beber “com os publicanos e pecadores”, porque são estes os que mais “precisam” da Vossa Senhoria, e são os preferidos do “Mestre” (Marcos 2,16-17);
- e tome a defesa da Mulher mal vista e malquista, não permitindo que seja apedrejada, pois só “aquele que dentre vós estiver sem pecado, se4ja o primeiro que lhe atire apedra” (João 8,7);
- finalmente, não desespere de nenhuma pessoa tida como marginal, perdida, ou bandido, pois para surpresa de muitos “publicanos e meretrizes vos precederão no reino de Deus” (Mateus 21,31), e a um “malfeitor” de quem foi companheiro na morte, Jesus mesmo disse: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23,43). Antes, cuide bem de proporcionar-lhes todas as oportunidades possíveis de recuperação de sua dignidade e do direito de viverem e serem felizes.
Somente assim, com esse espírito de compaixão a cima de tudo, poderá ser “terrivelmente cristã”, feito o “Bom Pastor”, que veio para que as “ovelhas” assaltadas e espoliadas “tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,10b).
De outra forma, Vossa Senhoria se igualará aos “escribas e fariseus hipócritas” que, sob o pretexto da “Lei”, impedem as pessoas de terem acesso ao Reino da Vida (Mateus 23,13-36) e não fazem outra coisa senão “matar e destruir” (João 10,10a).
O Deus da Vida, Criador do céu e da terra, e seu Filho Jesus, o Divino Samaritano, a abençoem e lhe concedam seu Espírito de Luz, de Verdade e Amor.
Reginaldo Veloso,
Presbítero leigo das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs
Assistente do Movimento de Trabalhadores Cristãos – MTC
Assessor do Movimento de Adolescentes e Crianças – MAC
Assessor da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife
reginaldoveloso937@gmail.com
(Se alguém tiver como fazer chegar às mãos (aos olhos e ao coração) da |Ministra Damares, esta Carta Aberta, receba toda a minha gratidão, com os votos de um Feliz Ano Novo)
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
domingo, 1 de julho de 2018
As “Mãos Ensanguentadas de Jesus”: outro olhar possível

Surpreendentemente contemplado com o troféu LOUVEMOS/2018, “mérito especial”, concedido pela TV Século 21, viajei do Recife a São Paulo, na manhã de 20/06, para recebê-lo, não sem alguma ansiedade.
Chegando ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, um pouco após o meio dia, esperava-me o Marcão, com a viatura da TV Século 21, devidamente caracterizada pela logo das “Mãos Ensanguentadas de Jesus”.
Mal dei com os olhos naquela inscrição, confesso que fiquei fortemente impactado. E mais que rapidamente, em minha mente, se acendeu a visão do Juízo Final.
Tanto quanto a visão das Mãos ensanguentadas impactaram meus olhos, as palavras taxativas do Mestre retiniram em meus ouvidos: “Afastem-se de mim malditos. Vão para o fogo eterno, preparado pra o diabo e seus anjos. Porque, eu estava com fome, e vocês não me deram de comer; eu estava com sede, e não me deram de beber; eu era estrangeiro, e vocês não me receberam em casa; eu estava sem roupa, e não me vestiram; eu estava doente e na prisão, e vocês não me foram visitar”. Mais impactante ainda foi escutar a pergunta dos condenados “Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou sem roupa, doente ou preso, e não te servimos?”, seguida da resposta do Rei, que lhes dirá clara e inapelavelmente: “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram” (Mt 25,41-45).
E logo me dei conta dos cravos que, hoje, traspassam cruelmente as Mãos de Jesus:
• Primeiramente, o cravo da fome: “Eu estava com fome, e vocês não me deram de comer” (Mt 25,42ª): é só pensar nos mais de 13 milhões de desempregados, com suas famílias, juntando a isso os cortes nos programas sociais que têm a ver com o pão de cada dia. De dois anos para cá, nosso país, volta, assim, a marcar vergonhosa presença no “mapa da fome” desenhado pela ONU, do qual havia saído durante a gestão de um presidente operário. A fome causada pelo desemprego tem muito a ver com a, com a infame “Reforma Trabalhista” que implanta sistematicamente a precarização do trabalho, a insegurança no emprego, o enfraquecimento dos Sindicatos, a perda de direitos sagrados, conquistados a preço de sangue durante bem um século de lutas da Classe Trabalhadora.
Mas a fome tem a ver, sobretudo, com a realidade fundiária do país que, desde a concessão das “Capitanias Hereditárias”, consagrou o latifúndio, muitas vezes, improdutivo, como regime de posse e utilização da terra, condenando à condição de “Sem Terra”, de norte a sul e de leste a oeste, uma legião imensa de gente do campo.
À fome ou à ameaça da fome, se ajunta, o cravo do veneno, a traspassar todos os que trabalham nos campos e, muito mais, todos os que consomem tudo quanto chega a nossas mesas contaminado pelo uso abusivo de agrotóxicos. O Agronegócio brasileiro, representado poderosamente no Poder Legislativo pela Bancada Ruralista, se demonstra vergonhosa e criminosamente conivente com os interesses genocidas dos fabricantes multinacionais desses venenosos insumos.
Passar fome ou envenenar-se por conta do que se come, eis o drama que vivemos todos e todas neste país! Por conta do cravo da fome e do agrotóxico, corre Sangue, hoje, das Mãos de Jesus!
• Em seguida, o cravo da sede: “Eu estava com sede e mão me deram de beber”. Não quero referir-me apenas ao que ciclicamente ocorre o Nordeste e de fato acaba de ocorrer nos últimos seis anos, fenômeno natural que bem pode ser contornado com políticas de armazenamento de água e transposição de rios, como veio ocorrendo nas gestões populares de passado recente.
Quero chamar a atenção para as deficiências todas das políticas de saneamento básico, que deixam tanta gente passar necessidade de água em suas moradias, sobretudo nas periferias de nossas cidades.
Mas, o cravo da sede, que vem traspassando as Mãos de Cristo hoje, acontece, também e lamentavelmente, por conta do envenenamento dos mananciais e dos lençóis freáticos, nas regiões pulverizadas pelos agrotóxicos do Agronegócio, a que nos referimos acima, deixando populações inteiras privadas do precioso líquido ou obrigadas a consumi-lo nessas condições.
E nossa preocupação aumenta quando sabemos da ameaça que pesa sobre o nosso país submetido a uma gestão que se apressa em vender e privatizar todas as nossas riquezas naturais, patrimônio precioso do povo brasileiro, entre outras, a nossa ÁGUA. Por conta do cravo da sede, da falta de água e do envenenamento das águas, corre Sangue, hoje, das Mãos de Jesus!
• O cravo da falta de habitação: “eu era estrangeiro, e vocês não me receberam em casa”. São legiões de famílias morando mal ou simplesmente ”sem teto”. O drama das famílias que moram em palafitas, à beira dos mangues ou nos alagados... ou então ameaçadas pelo deslizamento de barreiras nas encostas dos morros... ou ainda, ameaçadas por ordem de despejo e reintegração de posse, quando ousam ocupar terrenos baldios, ociosos, à mercê das ambições da especulação imobiliária, ou imóveis urbanos desocupados, inclusive prédios públicos, às vezes, correndo o risco de tragédias, como há pouco aconteceu no centro de São Paulo...
Ajuste-se a isso, o drama dos migrantes provindos de outros países, sobretudo, nesses últimos tempos...
Por conta deste cravo da falta de habitação, corre Sangue, hoje, das Mãos de Jesus!
• E o cravo da nudez?... “Eu estava sem roupa, e não me vestiram”. Não é difícil imaginar a situação, não só do “Povo da Rua”, mas de tantas famílias que, ao longo de um inverno, que vai se demonstrando rigoroso, além da dificuldade de se prover do alimento, com certeza, passa, igualmente, outras necessidades básicas, por exemplo, sem poder abrigar-se do frio, por impossibilidade de adquirir o agasalho necessário e suficiente. Pensemos nas crianças e nos idosos passando frio, nas ruas ou nas favelas...Por conta do cravo da nudez, corre Sangue, hoje, das Mãos de Jesus!
• E ainda o cravo do abandono na doença: “Eu estava doente (...), e vocês não me foram visitar”. Para além do descaso com que certas famílias tratam seus doentes, especialmente seus idosos, abandonando-os em hospitais públicos ou em precários abrigos, estamos, dia após dia, assistindo ao descaso dos governos com a Saúde Pública, sobretudo, o desmonte e sucateamento do SUS, uma das maiores conquistas do povo brasileiro, 30 anos atrás, quando nossa Constituição Cidadã de 1988 estabelecia que “saúde é um direito de todos e dever do Estado”.
Precisamos lembrar que a perversa lei que congelou os gastos públicos por 20 anos, aprovada pela tríplice “Bancada do Boi, da Bala e da Bíblia”, é a grande responsável por esse perverso processo de sucateamento, que outra finalidade não tem senão privatizar os Serviços Públicos.
Como se não bastasse, mais um crime hediondo está sendo cometido contra a Saúde do povo: a principal fonte de recursos para a manutenção e avanço do SUS seria a exploração do petróleo do PRÉ-SAL, que graças a nossos espúrios governantes, está sendo vendido aos abutres das petrolíferas multinacionais.
Por conta do cravo do abandono na doença, corre Sangue, hoje, das Mãos de Jesus!
• Finalmente, o cravo do abandono na prisão: “Eu estava (...) na prisão, e vocês não me foram visitar”. Se por conta da doença, irmãs e irmãos nossos se encontram abandonados em hospitais e abrigos, imaginem o que possa estar ocorrendo nas prisões deste país!... Mas o abandono por parte das respectivas famílias, se agrava exponencialmente por conta dos horrores da política carcerária deste país, uma afronta escandalosa a tudo quanto se possa entender como Direitos Humanos inerentes a toda e qualquer pessoa humana, onde quer que se encontre, não importa em que circunstância ou vicissitude: além da absurda superlotação, o que deveria ser um espaço de reeducação e ressocialização, são antros de desumanidade e apodrecimento moral, “universidades” do crime, a que as pessoas são relegadas, tanto por ineficiência do Poder Judiciário, quanto por incompetência, irresponsabilidade e, mesmo, perversidade do Poder Executivo, em todas as suas instâncias, de cima a baixo, do Ministério e das Secretarias de Justiça a Agentes Penitenciários.
Mas há algo de mais grave, de abrangência muito maior e de consequências muito mais funestas: a quantidade imensa de pessoas neste país, submetida às prisões ideológicas resultantes dos preconceitos que sempre estiveram na raiz dos processos econômicos, sociais, políticos e culturais que engendraram a sociedade brasileira, tradicionalmente dominada por brancos, ricos, machos, cristãos e heterossexuais: no avesso das categorias hegemônicas, os negros e as populações nativas, os empobrecidos e toda a Classe Trabalhadora, as mulheres, os seguidores das religiões de matriz africana, o segmento LGBT.
Igualmente, as prisões da ignorância, quando se dificulta ou simplesmente se nega acesso à Educação... Em recentes experiências de governos populares, o país parecia caminhar rapidamente, para um novo patamar de Educação do povo, com a interiorização e ampliação do Ensino Técnico e Superior, inclusive com as políticas afirmativas de concessão de quotas aos segmentos mantidos até pouco tempo fora do alcance dessas possibilidades ... Mas, estamos assistindo estarrecidos ao desmonte sistemático, ao esvaziamento progressivo dessas políticas... Estamos assistindo ao sucateamento sistemático de todo o sistema educacional do país, graças, sobretudo à lei que congelou os gastos públicos, e a sorrateira proposta de privatização dos Serviços Públicos...
Piores ainda, talvez, as prisões da desinformação e da lavagem cerebral sistemática a que a massa está sendo submetida, sendo impedida de perceber criticamente a realidade, graças ao papel criminoso desempenhado pela grande Mídia, patrocinadora do Sistema , e boa parte do que acontece com as Redes Sociais, nas mãos dos produtores ou repassadores da “mentira institucional” e da alienação planejada do povo, para que não veja, não se mobilize e não lute por seus Direitos e contra todos esses desmandos...
Emblematicamente, quem esteve à frente de um processo virtuoso de inclusão e de acesso das massas aos Bens de consumo e Serviços Sociais básicos, minorando a aberrante desigualdade vigente desde sempre neste país, encontra-se hoje condenado por uma Justiça viciada e aparelhada pelo Sistema, e preso nos cárceres da Polícia Federal em Curitiba. Sem esquecer o assassinato encomendado de Mariele Franco, mulher, negra, favelada, lésbica, uma vereadora eleita entre as candidatas e candidatos mais votados no município do Rio de Janeiro.
Por conta do cravo do abandono nas prisões, das prisões ideológicas, das prisões da ignorância, das prisões da desinformação, e das prisões políticas, corre Sangue, hoje, das Mãos de Jesus!
As palavras que “o Rei” haverá de pronunciar no Juízo Final, por graça, nos ecoam antecipadamente aos ouvidos, e vale a pena retomá-las: “Afastem-se de mim malditos. Vão para o fogo eterno, preparado pra o diabo e seus anjos. Porque, eu estava com fome, e vocês não me deram de comer; eu estava com sede, e não me deram de beber; eu era estrangeiro, e vocês não me receberam em casa; eu estava sem roupa, e não me vestiram; eu estava doente e na prisão, e vocês não me foram visitar”. E já não valerá mais desculpa alguma, nem a pergunta: “Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou sem roupa, doente ou preso, e não te servimos?”. Porque a resposta já nos foi adiantada em tempo: “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram” (Mt 25,41-45).
Os devotos das Mãos Ensanguentadas de Jesus, muito especialmente, mas todos os Cristãos e Cristãs, estamos sendo, desde sempre, responsabilizados pelos cravos que hoje fazem jorrar Sangue das Mãos de Jesus, seja quando contribuímos direta e intencionalmente para a fome, a sede, a nudez, o desabrigo, o abandono na doença ou na prisão, de tanta gente; seja quando vemos esse filme de horror passar diante dos nossos olhos e fazemos como o “sacerdote” ou o “levita” da conhecida e famosa Parábola (Lc 10,25-37), passamos “adiante, pelo outro lado”.
O que de todos e todas nós se espera é que permitamos às Mãos de Jesus, que constatamos cravadas por tantos cravos e chocantemente “ensanguentadas”, passem, aqui e agora, a agir através de nossas mãos, para arrancarem eficazmente, e o mais rápido possível, todos esses cravos tão cruéis das mãos de tanta gente. E nós possamos, “naquele dia”, escutar, felizes, o que Jesus dirá às pessoas justas, que souberam ouvir e praticar a sua palavra: “Venham vocês, que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e vocês me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar” (Mt 25,14-16).
É claro que se trata muito mais do que da tradicional “caridade” que se costuma praticar entre cristãos e cristãs para com os pedintes que batem à nossa porta ou encontramos pelas ruas...
E é para ser mesmo como?... Procuremos conversar, como vem fazendo exemplarmente o Papa Francisco com o povo dos Movimentos Sociais Populares... Essa gente nos saberá dizer, melhor que ninguém, o quê e como fazer. Não começaria por aí a “Igreja em saída”?...
Mais do que nunca, precisamos atender ao convite que, há mais de 50 anos, nos fazia o santo Papa João XXIII: arregalar os olhos para os “sinais dos tempos”. E “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2,29).
Oxalá, percebamos, em tempo, que ser cristão, ser cristã, hoje, sem assumir a dimensão política da nossa Fé, seria, quando muito, brincar de Evangelho... Seria nada entender do PAINOSSO que rezamos, ao não nos darmos conta do que pedimos, ou não nos colocarmos à disposição do Pai para fazer a nossa parte... quando a alegria que nos vem da Fé é podermos alegrar-nos por ver o seu Reino vir a nós, e a sua vontade ser feita “assim na terra, como no céu”.
Reginaldo Veloso, presbítero leigo das CEBs
Assistente do Movimento de Trabalhadores Cristãos - MTC
Assessor Pedagógico do Movimento de Adolescentes e Crianças – MAC
Membro da Equipe de Reflexão sobre a Música Litúrgica da CNBB
terça-feira, 29 de maio de 2018
CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA
Tema: "A PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS E OS IMPACTOS PARA A CLASSE TRABALHADORA NO BRASIL
quinta-feira, 24 de maio de 2018
VIDA DIGNA PARA A CLASSE TRABALHADORA, MENSAGEM 1° DE MAIO MMTC-2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
SEMANA DA CLASSE TRABALHADORA

Este evento nos é de suma importância, porque traz a tona os problemas cruciais vividos pela classe trabalhadora na atualidade perversa que se encontra o mundo e nosso País. Lança um olhar na realidade, a julga, e aponta caminhos para transforma- la, seguindo nosso método de: " VER, JULGAR E AGIR",tudo em preparação ao dia consagrado aqueles que constrói este mundo, o " PRIMEIRO DE MAIO DIA DO TRABALHADOR".
quinta-feira, 12 de abril de 2018
terça-feira, 3 de abril de 2018
CONVITE
Boa noite companheiros e companheiras! Queremos convidar todos militantes a comparecer juntamente com suas equipes,para celebrarmos a Páscoa do MTC Regional Nordeste II. Que se realizará , sexta dia 06 de abril às 18.30 hs na sede do MTC.Contamos com a presença de todos para esse momento de fé e espiritualidade. 🙏






























