quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O BRASIL REAL DE 2002 A 2013 /




Enviado por [*] Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira (*)
Gráficos: redecastorphoto





 
Orçamento da Saúde 1995 -2014
(clique na imagem para aumentar)

 
Dívida Pública como porcentagem do PIB
(clique na imagem para aumentar)

 
Percentuais em relação ao PIB
Gráfico elaborado por Laury A. Bueno
(clique na imagem para aumentar)
O Brasil de 2002 a 1013

1. Produto Interno Bruto: 2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita:2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público: 2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil: 2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos: 2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola: 2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto: 2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa: 2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados: Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego: 2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras: 2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras: Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano: Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo: 2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:2002 - 13ª
2014 - 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23. Exportações:2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média:Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:2002 – 18,9%
2012 – 8,5%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30. Capacidade Energética: 2001 - 74.800 MW
2013 - 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais: Governos Lula e Dilma - 18
Governo FHC - zero

36. Criação de Escolas Técnicas:Governos Lula e Dilma - 214
Governo FHC - 0
De 1500 até 1994 - 140

37. Desigualdade Social: Governo FHC - Queda de 2,2%
Governo PT - Queda de 11,4%

38. Produtividade: Governo FHC - Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma - Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:2002 - 34%
2012 - 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:2003 - 15%
2012 - 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:2000 - 0,669
2005 - 0,699
2012 - 0,730

42. Mortalidade Infantil:2002 - 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 - 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:2002 - R$ 28 bilhões
2013 - R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:2002 - R$ 17 bilhões
2013 - R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior: 2003 - 583.800
2012 - 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):2002 - 1.446
2013 - 224

47. Operações da Polícia Federal:Governo FHC - 48
Governo PT - 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:
2003 - 100
2010 - 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria
FONTES:
42 - OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 - índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 - Ministério da Educação
13 – IBGE
26 - Banco Mundial

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

POR QUE OS BANCOS QUEREM DERROTAR DILMA?

Antonio Augusto de Queiroz  31/08/2014 11:00
É jornalista, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). - See more at: http://brasildebate.com.br/por-que-os-bancos-querem-derrotar-dilma/#sthash.5flHkoUd.dpuf





Por que os bancos querem derrotar Dilma?

Numa única palavra: ganância. Nunca os banqueiros deste país lucraram tanto como nos governos do PT, mas esse pessoal não tem limite. Neste texto elenco quatro motivos que embasam tamanha hostilidade ao governo Dilma. Esse comportamento do mercado financeiro vale para qualquer governo que não aceite o jogo da banca.

O primeiro motivo, e não necessariamente o principal, é porque o governo Dilma ousou desafiá-los, ao interferir na margem de lucro deles, ao pressionar o Banco Central que reduzisse a taxa Selic, de um lado, e, de outro, que os bancos oficiais (BB e CEF) reduzissem o spread bancário, a partir da concorrência com a banca privada.
Os banqueiros, que antes elogiavam o governo, passaram a hostilizá-lo e a promover campanha com o objetivo de desqualificar a presidente e seu governo quanto à capacidade de manter a inflação e o gasto público sob controle, inclusive alugando alguns articulistas de economia da grande imprensa.

Insistiram nessa tática, aparentemente sem resultados, durante dois anos, até que, por sazonalidade nos produtos hortifrutigranjeiros, houve aumento de alimentos, inicialmente da batata e logo em seguida do tomate, criando as condições para a vitória da guerrilha inflacionária, que assustou os consumidores e forçou o governo a autorizar o retorno do aumento da taxa de juros.

O segundo motivo é porque nos governos do PT o dinheiro de origem trabalhista (FAT, FGTS e alguns Fundos de Pensão de estatais), com baixa intermediação do sistema financeiro privado, foi utilizado para fornecer crédito barato, gerar emprego e renda. Ou seja, em lugar de ir para a especulação, com ganhos astronômicos dos rentistas, esse dinheiro foi para o investimento produtivo.

Em um governo de perfil liberal, que afrouxa ou desregulamenta a economia e abre mão de dar a direção aos investimentos, esses recursos certamente seriam administrados por banco privados e não por bancos oficiais (BB e CEF) nem tampouco pelo BNDES e certamente iriam para a especulação e não para o investimento.

O terceiro motivo foi a criação do Fundo Soberano, com as finalidades de promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, mitigar os efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do país localizados no exterior. Isso reduz as perspectivas de captação e administração de recursos públicos pela banca privada.

O quarto foi a criação do Banco do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que terá um capital inicial de U$ 50 bilhões e que poderá ser utilizado, com custo mais baixo, por seus sócios, o que, igualmente, não agradou aos banqueiros brasileiros.

As motivações, como se vê, são todas decorrentes do desconforto com a presença do governo na gestão ou intermediação de parcela dos recursos destinados aos investimentos (capital estatal, capital privado nacional e capital estrangeiro), sendo o maior montante os de origem trabalhista.

PALESTRANTE MARINA TRABALHA PARA BANCOS por lioza.correia@gmail.com

Marina ganha R$ 1,6 mi ao falar a bancos e empresas em palestras

Valor equivale à soma após candidata deixar o Senado em 2011

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, realizou dezenas de palestras para as mais variadas instituições entre 2011 e 2014, com uma carteira de clientes que inclui grandes bancos, empresas e seguradoras.

Após terminar a disputa da eleição presidencial na terceira colocação quatro anos atrás e deixar o Senado, em 2011, Marina abriu uma empresa em Brasília pela qual passou a receber por suas conferências.

Entre abril de 2011 e maio deste ano, Marina ganhou R$ 1,6 milhão bruto com essas palestras, conforme revelou neste domingo (31) — o jornal Folha de S.Paulo. Ela interrompeu as atividades de palestrante após lançar candidatura neste ano e negocia com o PSB receber uma remuneração mensal do partido, segundo sua assessoria de imprensa.

Marina foi contratada por bancos, como Santander e Crédit Suisse, pela multinacional Unilever e pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização). Foi remunerada ainda por palestras na Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

Houve eventos em que ela não cobrou pela palestra, como numa conversa, meses atrás, com alunos do Curso Estado de Jornalismo.

Faz parte do trabalho de Marina como palestrante se reunir com grupos pequenos de executivos do sistema financeiro e ser remunerada por isso. A assessoria de Marina afirma que o tema recorrente de suas palestras é a sustentabilidade.

A lista completa de clientes não é divulgada pela candidata sob o argumento de que os contratos são confidenciais. É o mesmo procedimento usado por outros políticos que costumam ser remunerados por palestras, como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

O jornal O Estado de S. Paulo obteve os nomes de parte da carteira de clientes de Marina a partir de uma série de entrevistas no meio empresarial.

Valores

Os valores de cada palestra de Marina variam conforme o cliente. Da Fundação Dom Cabral, por exemplo, uma instituição privada de ensino de Minas Gerais, ela cobrou R$ 15 mil. O Conselho Federal de Contabilidade pagou R$ 33 mil a Marina.

O Santander e o Crédit Suisse não revelam quanto pagaram pela palestra de Marina.

Desde junho deste ano, quando se candidatou à vice-Presidência da República na chapa de Eduardo Campos, Marina “mantém-se com a poupança acumulada até então” com o trabalho de palestrante, segundo sua assessoria de imprensa.

Aplicação

A candidata, contudo, não declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter uma poupança. Confrontada com essa informação, a equipe de Marina afirmou que usou o termo “poupança” inadequadamente e que, na verdade, ela “mantém-se com o que dispõe em sua conta-corrente.” Ao tribunal, Marina informou que tem R$ 27.920,58 na sua conta corrente.

Em 19 de agosto, o marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, deixou o cargo de secretário-adjunto do governo do Acre. Para que ela possa pagar suas despesas, “a campanha discute se haverá algum tipo de auxílio para o período até 5 de outubro”, informou a assessoria da candidata. Entre as contas mensais de Marina está o aluguel de R$ 4.200,00 da casa em que mora, em área nobre de Brasília.

Ela também ocupa um apartamento quando está em São Paulo. Conforme a campanha, o imóvel foi emprestado pelo empresário Carlos Henrique Ribeiro do Vale e registrado no TSE.

Na primeira vez que concorreu à Presidência, Marina declarou patrimônio de R$ 149.264,38. Em 2014, o valor caiu para R$ 135.402,38.

Em tempo: liga o Vasco:

- Engraçado… A notável palestrante não faz palestra para sindicato, organização de operários ou operárias. Índios que ela protege da fúria hidrelétrica …Não tem bagre na carteira dela … É só banco estrangeiro, seguradora, Unilever… Carteira gorda – carteira de clientes gorda … De dar inveja ao FHC, que também o Itaúúú contrata e não pisa em sindicato, ou organização de aposentados, porque ele nao é bobo …

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

AS GRANDES QUESTÕES AUSENTES NO DEBATE ELEITORAL


A política se reduziu a propaganda e se tornou um produto a ser vendido. Não estamos mais só na economia do livre mercado.Agora estamos numa sociedade mercantilizada e numa política subserviente aos mercados, totalmente mercantilizada
29/08/2014
Por Cândido Grzybowski
Estamos mergulhados na conjuntura eleitoral, com propaganda em rádio e televisão, cabos eleitorais nas ruas, adesivos por toda parte. Mas debate político acalorado, que é bom, nada. O maior fato político e eleitoral neste começo foi a morte em acidente aéreo do Eduardo Campos e a ascensão de Marina Silva a candidata presidencial travestida de PSB, pois o que ela queria e quer é viabilizar seu projeto consubstanciado na Rede Solidariedade.
Dentro de um mês e pouco, pelo voto, deveremos decidir sobre os rumos para o país. Mas a campanha eleitoral não é sobre caminhos possíveis, que supostamente candidatas e candidatos para a Presidência, o Senado, o Congresso Nacional, os Governos Estaduais e as Assembleias Legislativas deveriam estar propondo e defendendo. Pelo contrário, estamos submetidos a um bombardeio de propaganda eleitoral feita para não pensar e sim para nos convencer o quanto de benefícios nos pode propiciar esta ou aquela candidatura. A política se reduziu a propaganda e se tornou um produto a ser vendido. Não estamos mais só na economia do livre mercado.Agora estamos numa sociedade mercantilizada e numa política subserviente aos mercados, totalmente mercantilizada.
Torna-se necessário esclarecer este meu argumento. O espaço da política, mesmo mercantilizado, é e continua sendo, por excelência, o locus da construção do comum e do coletivo possível, num contexto histórico dado, tendo a força propulsora a incontornável igualdade e diversidade de que somos como membros de uma mesma humanidade.A mercantilização, por força do poder de certos interesses e classes, subordina a política, a privatiza, mas seu impacto continua sendo sobre o coletivo, sobre a sociedade como um todo. Portanto, mesmo numa conjuntura de submissão e subserviência da política à economia, no espaço da política se decidem em disputa questões sobre as contradições e as possibilidades do comum e do coletivo apontarem o rumo a ser perseguido e acabarem prevalecendo democraticamente.Ou seja, sempre existe espaço a ser disputado, por menor que seja. Não dá para abandonar a arena da disputa democrática.O impossível pode se tornar possível na volta da esquina.
Com tal visão estratégica, avaliemos o momento eleitoral criado no Brasil de 2014, a 50 dias do primeiro turno. Não temos condições de mudar no imediato o quadro eleitoral, com estas campanhas que nos “vendem” candidatos. Mas o momento é de pensar na sociedade que estamos construindo. Podemos sempre definir um conjunto de ideias do que fazer e demandar aos candidatos e às candidatas que respondam a elas, ao menos àqueles mais próximos, dispostos a ouvir a cidadania ativa (coisa rara!). Listo algumas das questões que são, no aqui e agora, definidoras do rumo que estamos buscando com nosso voto, talvez sem o saber, para o Brasil, um país gigante com impacto no mundo todo.
Começo pelo que me parece o mais intolerável e injusto: a questão indígena. Continuamos o extermínio, mesmo tendo feito uma louvável trégua com as conquistas da Constituição de 1988. É uma questão que está no centro do poder, com uma perspectiva de flexibilizar, de negar direitos. As insurgências indígenas dos últimos anos testemunham a nova investida de interesses privados sobre seus territórios. Está na pauta do Congresso uma agenda de mudança constitucional tanto sobre a demarcação de terras, como sobre exploração mineral nos territórios já definidos e até sobre o tal direito de consulta prévia, como na construção de grandes hidrelétricas na Amazônia. Você conhece algum candidato ou candidata que fale de tal questão nesta conjuntura eleitoral? Será que temos o direito de decidir sobre o destino dos indígenas que sobreviveram à conquista e colonização? Vamos continuar colonizando o Brasil em nome do desenvolvimento?
Aliás, a mineração extrapola a questão indígena. O novo código mineral pode tornar irreversível um processo de entrega à exploração predatória privada de amplas áreas do território, um bem comum que nos cabe zelar pela sua integridade. Por que comprometer o futuro de novas gerações e, mais, do Planeta com este afã de fazer DINHEIRO RÁPIDO aqui e agora, com um extrativismo insustentável de uma perspectiva socioambiental? Cadê o debate sobre esta questão que já está na pauta do Congresso? Não deveria ser uma questão de amplo debate e de decisão direta pela cidadania como um todo?
Nesta linha a gente pode agregar o modelo energético. Que debate estamos tendo sobre, literalmente, tão quente questão? O Pré-Sal, depois daquela caça ao possível tesouro sobre a distribuição dos royalties, nem mais conversamos. Será que vale a pena para nós e a humanidade extrair petróleo do fundo do mar, com alto risco, acima de nossas necessidades atuais, simplesmente para fazer excedente comercial e com isto contribuir substancialmente para a mudança climática? Energia é negócio ou necessidade vital? O que é prioridade? Precisamos de energia e o quanto mais renovável melhor. Caminhamos neste rumo ou de ré? Esta questão vale até para a energia renovável das hidrelétricas. Quanto, no atual modelo, ela é renovável e quanto é destrutiva de uma perspectiva socioambiental? Onde está o debate sobre a nossa matriz energética nesta conjuntura eleitoral?
Uma questão associada é a da água. Com a crise de abastecimento em São Paulo, com impactos possíveis no Rio, a ficha caiu e começamos a ver que esta é uma questão séria. Mas quem traz proposta para o debate nestas eleições? Parece até o contrário, pois os candidatos tudo fazem para impedir que a questão da água – um bem comum indispensável à vida, a qualquer forma de vida – seja convertido em tema quente, já que eles nada fizeram e nada fazem. Simplesmente esperam que volte a chuva e tudo fique normal. Aliás, esta é atitude de absolutamente todos e todas que disputam eleições no tocante à dramática perspectiva de mudança climática. Continuamos pensando que moramos “…num país tropical, abençoado por Deus…”, uma exceção no Planeta e que aqui não teremos os desastres anunciados de aquecimento global. Acompanhando a campanha eleitoral, mesmo com a ambientalista Marina disputando, o que se nota é uma declarada opção por disputar formas de fazer mais e melhor do mesmo desenvolvimento destruidor da natureza e GERADOR de desigualdades sociais.
Aqui entra o tema presente, mas escamoteado, do agronegócio. Todos sabem que temos um modelo de agricultura insustentável, com uso intensivo de venenos, transgênicos, contaminações e destruições de biodiversidade, agricultura predadora do meio ambiente. Mas é um dos itens principais na geração de excedentes comerciais nas nossas transações internacionais. Será que vale a pena uma tal bomba? Não estamos contaminando nossas próprias vidas? O silêncio na campanha eleitoral sobre o tema é revelador do quanto a tal “governabilidade” é estruturalmente dependente da “bancada ruralista”. Não é que os ruralistas são muita gente, pelo contrário a estatisticamente pequena classe de donos do agronegócio tem grande poder de financiar campanhas eleitorais de subservientes a seus interesses. O agronegócio modernizado, de algum modo, continua sendo “dono” do país do atraso.
Isto nos remete a um dos temas mais ausentes na campanha eleitoral: a refundação da própria política. Estamos diante de mais uma eleição ignorando totalmente o difuso sentimento no seio da sociedade civil brasileira, já majoritário, de descrédito na política como ela é hoje. Questiona-se toda forma de representação, pela usurpação do mandato delegado pelo voto e a tendência dos políticos de se sentirem “donos” dos cargos a que foram eleitos. Na verdade, eles são mais fiéis e devedores de seus financiadores de campanha do que da cidadania que os elege, em última análise. Este foi o recado mais amplo dado pela grande onda de mobilizações de junho de 2013. Será que não está em questão o sentido mesmo da democracia? Como não destruir a sofrida conquista de espaços democráticos? Como ampliá-los ao invés de reduzi-los, como apontam e revelam as iniciativas parlamentares de criminalização das manifestações e de oposição frontal à proposta de uma política de participação social? Por que os e as disputantes de cargos e mandatos não enfrentam tais questões? Afinal, o futuro da democracia no Brasil depende de uma profunda refundação da política como bem comum, sem “direitos garantidos” como nossos políticos eleitos se consideram.
Mas é no mais prosaico para qualquer eleição – o como prover direitos iguais de cidadania – que as contradições da conjuntura eleitoral se revelam com radical intensidade. Os direitos mais básicos, como transporte, saúde, educação, segurança, direito à diversidade e tantos outros, até entram na campanha. Mas nunca como direitos e sim como favores a serem garantidos pelo ou pela disputante de representação, se a vencer. A campanha eleitoral da maioria dos deputados federais, estaduais e senadores, mas também de quase a totalidade de governadores, é sobre possíveis benefícios que sua vitória garantiria neste campo de violações claras de direitos iguais para toda a cidadania.
Muito mais poderia ser destacado aqui. Na campanha presidencial, por exemplo, parece que não fazemos parte de um mundo interdependente.Temos responsabilidade pelo que se passa no mundo, sem dúvida. Mas isto não quer dizer que chegou a nossa vez de partilhar o poder de dominar o mundo. Até parece que existe um consenso entre candidatas e candidatos de que o Brasil tem o “direito a ter mais direitos” na geopolítica mundial.Será este o Brasil que o mundo precisa? Por que não o contrário, brasileiros e brasileiras construir um Brasil como força instituinte e constituinte de um mundo solidário, sem imperialismos e nem guerras, com igualdade na diversidade, lugar comum de todas e todos?
A gente não pode desistir, mas está difícil discutir tais questões na confusa conjuntura eleitoral comandada por uma lógica de “venda” de imagem de boa mocinha ou bom mocinho, provedores de favores, ignorando direitos.
Cândido Grzybowski é sociólogo e diretor do Ibase.

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MARINA SILVA TERCEIRA VIA?


Inicialmente, é preciso esclarecer senão definitivamente, pelo menos lançar luzes sobre essa tendência de “terceira via”. Qualquer candidato pode se apresentar sob essa perspectiva. A questão é se viabilizar.

Vamos ao caso da ex-senadora Marina Silva (AC), que se lançou sob o PV à Presidência da República em 2010 e obteve nas urnas quase 20 milhões de votos. Sua candidatura representava uma “terceira via”?

A minha opinião é não. Marina, a despeito de sua trajetória de esquerda, ao romper com o PT e se prestar ao papel de alternativa ao PT e PSDB reforçou os setores conservadores e de direita. Assim, sua candidatura não era uma “terceira via”, já que foi articulada por Serra e o ex-deputado Fernando Gabeira para evitar o “pão-pão, queijo-queijo” defendido por Lula.

Em 2010, a despolarização favoreceu o candidato tucano, que sem a candidatura de Marina Silva teria perdido a eleição no primeiro turno. Assim, o vôo solo da candidata verde serviu como linha auxiliar e não como terceira via.

Os votos de Marina eram antipetistas e antilulistas. Suas alianças nos principais colégios eleitorais – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Silva, Bahia – eram com PSDB e DEM. Que terceira via era essa? 
 


Com informações do Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Jurídica.

domingo, 17 de agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COMO CHEGAR AO NOSSO SEMINÁRIO

 Amigos e amigas, estamos na expectativa para realização de mais um Seminário Regional do MTC, este ano será realizado em Aldeia na casa dos Padres Oblatos. Nosso encontro iniciará na sexta feira (15/08) às 18:00 com um jantar, para tanto estaremos com um micro-ônibus na Sede do Regional para levar tod@s que quiserem vir conosco, sairemos daqui as  14:30 em direção à casa do Encontro. Quem for em seu carro e quiser vir em caravana esteja aqui esta hora e aproveite pra disponibilizar carona caso tenha vaga.  Quem não puder ir conosco e virá de carro em outra hora ou de ônibus siga as instruções abaixo:


                        CARRO: Segue pela avenida Caxangá, sentido Camaragibe. Na praça da entrada da Cidade segue em frente para Aldeia. Deverá seguir até o KM 10, perto da pequena área comercial avistará uma lombada eletrônica, após esta lombada o condutor deverá dobrar na 3º rua à DIREITA. Alí avistará a Escola NOVA OPÇÃO, a partir disto seguirá uns 200 metros nesta rua e na esquina verá uma casa com portão de alumínio de número (bem visível) 304, a casa do nosso encontro.

    
                       ÔNIBUS: O participante deverá chegar ao terminal Integrado da Estação de CAMARAGIBE, lá pegará o ônibus CHÃ DE CRUZ (circula com mais frequência) ou ARAÇOIABA (este último passa de 30 em 30 min.) Ao ingressar pedirá ao Cobrador pra saltar na parada da Escola NOVA OPÇÃO no KM 10. Andará alguns metros (distância razoável comparada ao caminho da Sede do MTC até a Universidade Católica) Na Esquina, ao fim da Rua verá uma Casa de Portão de Alumínio com número visível 304, a casa de nosso encontro.


OBS 1: Em caso de se confundirem, por precaução pedimos que anotem em suas agendas  ou no celular alguns números de telefones de pessoas que poderão dar um suporte:    Valmir 87796213 (oi) ; Margareth 87374073 (oi) ; Evawilma 95930835 (tim); Biu 94422975 (claro) e 99032547 (tim).


OBS 2: Lembramos a tod@s que levem roupa de cama e banho e aos que quiseram após o encontro ficaremos na casa até as 16:00 tomando um bom banho de piscina.

        Até mais, dessa vez deixo para dar um abraço em nosso encontro>

                            Valmir Assis - Coordenação Regional do MTC. 

CONVITE DO MTC REGIONAL NE II

        Companheiros(as), Amigos(as) vai acontecer nos dias 15, 16 e 17 de agosto mais um seminário do MTC Regional NE II. Desta vez vamos refletir e estudar o tema : DIREITOS HUMANOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS, NA PERPESPECTIVA DA CLASSE TRABALHADORA, DE OLHO NA REFORMA POLÍTICA E NO PLEBISCITO POPULAR!
         Venham, companheiros(as),amigos(as) vamos participar dessa aventura                                                                                                           
        
        O que é Plebiscito?  Quem pode fazer um Plebiscito?   
       
        Reforma política  pode acontecer?   Quais as principais propostas?
        
        Quem está apoiando? O país vai melhorar?
        








 Tudo será discutido no nosso Seminário, dentro do método VER, JUGAR E AGIR Por isso vamos participar desse encontro, nossa  participação poderá mudar uma nação.

         No primeiro dia  iniciaremos o ver com uma rodada de conversa sobre A CONJUNTURA E A NOSSA MILITÂNCIA com o assessor Reginaldo Veloso


        No segundo dia, pela manhã, continuaremos o nosso ver com trabalho em grupo terminando com a fala do assessor Flávio. Já à  tarde começamos nosso jugar com o assessor Sebastião Armando(Bispo Anglicano), refletindo a ¨JUSTIÇA DO REINO E A VIVENCIA DA MILITÂNCIA.¨ Após o jantar NOITE CULTURAL.
  
        No último dia nosso AGIR, Atender ao APELO DA CLASSE E DE DEUS.
                                                                                                                                                                                                                                 
        SEMINÁRIO MTC REGIONAL NE II                                                                                                                                                         
       INÍCIO; 15/08/2014 ÀS 18:00h
      TÉRMINO: 17/08/2014                                                                                                                                     
      LOCAL: CASA DOS PADRES OBLATO KM 10 ALDEIA - CAMARAGIBE                                                                                                 
     CONTATO: Fone  32220241
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terça-feira, 29 de julho de 2014

domingo, 20 de julho de 2014

Diário de Uma Professora: Golpe na internet usa mensagem sobre Enem para eng...

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Encontro com Marcelo Barros: Meditação bíblica, domingo, 20 de julho 2014: O evangelho proclamado hoje nas missas e cultos é a  parábola do joio e do trigo. Jesus conta a parábola e logo depois a comunidade põe na ...

terça-feira, 1 de julho de 2014