sexta-feira, 29 de agosto de 2014

AS GRANDES QUESTÕES AUSENTES NO DEBATE ELEITORAL


A política se reduziu a propaganda e se tornou um produto a ser vendido. Não estamos mais só na economia do livre mercado.Agora estamos numa sociedade mercantilizada e numa política subserviente aos mercados, totalmente mercantilizada
29/08/2014
Por Cândido Grzybowski
Estamos mergulhados na conjuntura eleitoral, com propaganda em rádio e televisão, cabos eleitorais nas ruas, adesivos por toda parte. Mas debate político acalorado, que é bom, nada. O maior fato político e eleitoral neste começo foi a morte em acidente aéreo do Eduardo Campos e a ascensão de Marina Silva a candidata presidencial travestida de PSB, pois o que ela queria e quer é viabilizar seu projeto consubstanciado na Rede Solidariedade.
Dentro de um mês e pouco, pelo voto, deveremos decidir sobre os rumos para o país. Mas a campanha eleitoral não é sobre caminhos possíveis, que supostamente candidatas e candidatos para a Presidência, o Senado, o Congresso Nacional, os Governos Estaduais e as Assembleias Legislativas deveriam estar propondo e defendendo. Pelo contrário, estamos submetidos a um bombardeio de propaganda eleitoral feita para não pensar e sim para nos convencer o quanto de benefícios nos pode propiciar esta ou aquela candidatura. A política se reduziu a propaganda e se tornou um produto a ser vendido. Não estamos mais só na economia do livre mercado.Agora estamos numa sociedade mercantilizada e numa política subserviente aos mercados, totalmente mercantilizada.
Torna-se necessário esclarecer este meu argumento. O espaço da política, mesmo mercantilizado, é e continua sendo, por excelência, o locus da construção do comum e do coletivo possível, num contexto histórico dado, tendo a força propulsora a incontornável igualdade e diversidade de que somos como membros de uma mesma humanidade.A mercantilização, por força do poder de certos interesses e classes, subordina a política, a privatiza, mas seu impacto continua sendo sobre o coletivo, sobre a sociedade como um todo. Portanto, mesmo numa conjuntura de submissão e subserviência da política à economia, no espaço da política se decidem em disputa questões sobre as contradições e as possibilidades do comum e do coletivo apontarem o rumo a ser perseguido e acabarem prevalecendo democraticamente.Ou seja, sempre existe espaço a ser disputado, por menor que seja. Não dá para abandonar a arena da disputa democrática.O impossível pode se tornar possível na volta da esquina.
Com tal visão estratégica, avaliemos o momento eleitoral criado no Brasil de 2014, a 50 dias do primeiro turno. Não temos condições de mudar no imediato o quadro eleitoral, com estas campanhas que nos “vendem” candidatos. Mas o momento é de pensar na sociedade que estamos construindo. Podemos sempre definir um conjunto de ideias do que fazer e demandar aos candidatos e às candidatas que respondam a elas, ao menos àqueles mais próximos, dispostos a ouvir a cidadania ativa (coisa rara!). Listo algumas das questões que são, no aqui e agora, definidoras do rumo que estamos buscando com nosso voto, talvez sem o saber, para o Brasil, um país gigante com impacto no mundo todo.
Começo pelo que me parece o mais intolerável e injusto: a questão indígena. Continuamos o extermínio, mesmo tendo feito uma louvável trégua com as conquistas da Constituição de 1988. É uma questão que está no centro do poder, com uma perspectiva de flexibilizar, de negar direitos. As insurgências indígenas dos últimos anos testemunham a nova investida de interesses privados sobre seus territórios. Está na pauta do Congresso uma agenda de mudança constitucional tanto sobre a demarcação de terras, como sobre exploração mineral nos territórios já definidos e até sobre o tal direito de consulta prévia, como na construção de grandes hidrelétricas na Amazônia. Você conhece algum candidato ou candidata que fale de tal questão nesta conjuntura eleitoral? Será que temos o direito de decidir sobre o destino dos indígenas que sobreviveram à conquista e colonização? Vamos continuar colonizando o Brasil em nome do desenvolvimento?
Aliás, a mineração extrapola a questão indígena. O novo código mineral pode tornar irreversível um processo de entrega à exploração predatória privada de amplas áreas do território, um bem comum que nos cabe zelar pela sua integridade. Por que comprometer o futuro de novas gerações e, mais, do Planeta com este afã de fazer DINHEIRO RÁPIDO aqui e agora, com um extrativismo insustentável de uma perspectiva socioambiental? Cadê o debate sobre esta questão que já está na pauta do Congresso? Não deveria ser uma questão de amplo debate e de decisão direta pela cidadania como um todo?
Nesta linha a gente pode agregar o modelo energético. Que debate estamos tendo sobre, literalmente, tão quente questão? O Pré-Sal, depois daquela caça ao possível tesouro sobre a distribuição dos royalties, nem mais conversamos. Será que vale a pena para nós e a humanidade extrair petróleo do fundo do mar, com alto risco, acima de nossas necessidades atuais, simplesmente para fazer excedente comercial e com isto contribuir substancialmente para a mudança climática? Energia é negócio ou necessidade vital? O que é prioridade? Precisamos de energia e o quanto mais renovável melhor. Caminhamos neste rumo ou de ré? Esta questão vale até para a energia renovável das hidrelétricas. Quanto, no atual modelo, ela é renovável e quanto é destrutiva de uma perspectiva socioambiental? Onde está o debate sobre a nossa matriz energética nesta conjuntura eleitoral?
Uma questão associada é a da água. Com a crise de abastecimento em São Paulo, com impactos possíveis no Rio, a ficha caiu e começamos a ver que esta é uma questão séria. Mas quem traz proposta para o debate nestas eleições? Parece até o contrário, pois os candidatos tudo fazem para impedir que a questão da água – um bem comum indispensável à vida, a qualquer forma de vida – seja convertido em tema quente, já que eles nada fizeram e nada fazem. Simplesmente esperam que volte a chuva e tudo fique normal. Aliás, esta é atitude de absolutamente todos e todas que disputam eleições no tocante à dramática perspectiva de mudança climática. Continuamos pensando que moramos “…num país tropical, abençoado por Deus…”, uma exceção no Planeta e que aqui não teremos os desastres anunciados de aquecimento global. Acompanhando a campanha eleitoral, mesmo com a ambientalista Marina disputando, o que se nota é uma declarada opção por disputar formas de fazer mais e melhor do mesmo desenvolvimento destruidor da natureza e GERADOR de desigualdades sociais.
Aqui entra o tema presente, mas escamoteado, do agronegócio. Todos sabem que temos um modelo de agricultura insustentável, com uso intensivo de venenos, transgênicos, contaminações e destruições de biodiversidade, agricultura predadora do meio ambiente. Mas é um dos itens principais na geração de excedentes comerciais nas nossas transações internacionais. Será que vale a pena uma tal bomba? Não estamos contaminando nossas próprias vidas? O silêncio na campanha eleitoral sobre o tema é revelador do quanto a tal “governabilidade” é estruturalmente dependente da “bancada ruralista”. Não é que os ruralistas são muita gente, pelo contrário a estatisticamente pequena classe de donos do agronegócio tem grande poder de financiar campanhas eleitorais de subservientes a seus interesses. O agronegócio modernizado, de algum modo, continua sendo “dono” do país do atraso.
Isto nos remete a um dos temas mais ausentes na campanha eleitoral: a refundação da própria política. Estamos diante de mais uma eleição ignorando totalmente o difuso sentimento no seio da sociedade civil brasileira, já majoritário, de descrédito na política como ela é hoje. Questiona-se toda forma de representação, pela usurpação do mandato delegado pelo voto e a tendência dos políticos de se sentirem “donos” dos cargos a que foram eleitos. Na verdade, eles são mais fiéis e devedores de seus financiadores de campanha do que da cidadania que os elege, em última análise. Este foi o recado mais amplo dado pela grande onda de mobilizações de junho de 2013. Será que não está em questão o sentido mesmo da democracia? Como não destruir a sofrida conquista de espaços democráticos? Como ampliá-los ao invés de reduzi-los, como apontam e revelam as iniciativas parlamentares de criminalização das manifestações e de oposição frontal à proposta de uma política de participação social? Por que os e as disputantes de cargos e mandatos não enfrentam tais questões? Afinal, o futuro da democracia no Brasil depende de uma profunda refundação da política como bem comum, sem “direitos garantidos” como nossos políticos eleitos se consideram.
Mas é no mais prosaico para qualquer eleição – o como prover direitos iguais de cidadania – que as contradições da conjuntura eleitoral se revelam com radical intensidade. Os direitos mais básicos, como transporte, saúde, educação, segurança, direito à diversidade e tantos outros, até entram na campanha. Mas nunca como direitos e sim como favores a serem garantidos pelo ou pela disputante de representação, se a vencer. A campanha eleitoral da maioria dos deputados federais, estaduais e senadores, mas também de quase a totalidade de governadores, é sobre possíveis benefícios que sua vitória garantiria neste campo de violações claras de direitos iguais para toda a cidadania.
Muito mais poderia ser destacado aqui. Na campanha presidencial, por exemplo, parece que não fazemos parte de um mundo interdependente.Temos responsabilidade pelo que se passa no mundo, sem dúvida. Mas isto não quer dizer que chegou a nossa vez de partilhar o poder de dominar o mundo. Até parece que existe um consenso entre candidatas e candidatos de que o Brasil tem o “direito a ter mais direitos” na geopolítica mundial.Será este o Brasil que o mundo precisa? Por que não o contrário, brasileiros e brasileiras construir um Brasil como força instituinte e constituinte de um mundo solidário, sem imperialismos e nem guerras, com igualdade na diversidade, lugar comum de todas e todos?
A gente não pode desistir, mas está difícil discutir tais questões na confusa conjuntura eleitoral comandada por uma lógica de “venda” de imagem de boa mocinha ou bom mocinho, provedores de favores, ignorando direitos.
Cândido Grzybowski é sociólogo e diretor do Ibase.

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MARINA SILVA TERCEIRA VIA?


Inicialmente, é preciso esclarecer senão definitivamente, pelo menos lançar luzes sobre essa tendência de “terceira via”. Qualquer candidato pode se apresentar sob essa perspectiva. A questão é se viabilizar.

Vamos ao caso da ex-senadora Marina Silva (AC), que se lançou sob o PV à Presidência da República em 2010 e obteve nas urnas quase 20 milhões de votos. Sua candidatura representava uma “terceira via”?

A minha opinião é não. Marina, a despeito de sua trajetória de esquerda, ao romper com o PT e se prestar ao papel de alternativa ao PT e PSDB reforçou os setores conservadores e de direita. Assim, sua candidatura não era uma “terceira via”, já que foi articulada por Serra e o ex-deputado Fernando Gabeira para evitar o “pão-pão, queijo-queijo” defendido por Lula.

Em 2010, a despolarização favoreceu o candidato tucano, que sem a candidatura de Marina Silva teria perdido a eleição no primeiro turno. Assim, o vôo solo da candidata verde serviu como linha auxiliar e não como terceira via.

Os votos de Marina eram antipetistas e antilulistas. Suas alianças nos principais colégios eleitorais – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Silva, Bahia – eram com PSDB e DEM. Que terceira via era essa? 
 


Com informações do Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Jurídica.

domingo, 17 de agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COMO CHEGAR AO NOSSO SEMINÁRIO

 Amigos e amigas, estamos na expectativa para realização de mais um Seminário Regional do MTC, este ano será realizado em Aldeia na casa dos Padres Oblatos. Nosso encontro iniciará na sexta feira (15/08) às 18:00 com um jantar, para tanto estaremos com um micro-ônibus na Sede do Regional para levar tod@s que quiserem vir conosco, sairemos daqui as  14:30 em direção à casa do Encontro. Quem for em seu carro e quiser vir em caravana esteja aqui esta hora e aproveite pra disponibilizar carona caso tenha vaga.  Quem não puder ir conosco e virá de carro em outra hora ou de ônibus siga as instruções abaixo:


                        CARRO: Segue pela avenida Caxangá, sentido Camaragibe. Na praça da entrada da Cidade segue em frente para Aldeia. Deverá seguir até o KM 10, perto da pequena área comercial avistará uma lombada eletrônica, após esta lombada o condutor deverá dobrar na 3º rua à DIREITA. Alí avistará a Escola NOVA OPÇÃO, a partir disto seguirá uns 200 metros nesta rua e na esquina verá uma casa com portão de alumínio de número (bem visível) 304, a casa do nosso encontro.

    
                       ÔNIBUS: O participante deverá chegar ao terminal Integrado da Estação de CAMARAGIBE, lá pegará o ônibus CHÃ DE CRUZ (circula com mais frequência) ou ARAÇOIABA (este último passa de 30 em 30 min.) Ao ingressar pedirá ao Cobrador pra saltar na parada da Escola NOVA OPÇÃO no KM 10. Andará alguns metros (distância razoável comparada ao caminho da Sede do MTC até a Universidade Católica) Na Esquina, ao fim da Rua verá uma Casa de Portão de Alumínio com número visível 304, a casa de nosso encontro.


OBS 1: Em caso de se confundirem, por precaução pedimos que anotem em suas agendas  ou no celular alguns números de telefones de pessoas que poderão dar um suporte:    Valmir 87796213 (oi) ; Margareth 87374073 (oi) ; Evawilma 95930835 (tim); Biu 94422975 (claro) e 99032547 (tim).


OBS 2: Lembramos a tod@s que levem roupa de cama e banho e aos que quiseram após o encontro ficaremos na casa até as 16:00 tomando um bom banho de piscina.

        Até mais, dessa vez deixo para dar um abraço em nosso encontro>

                            Valmir Assis - Coordenação Regional do MTC. 

CONVITE DO MTC REGIONAL NE II

        Companheiros(as), Amigos(as) vai acontecer nos dias 15, 16 e 17 de agosto mais um seminário do MTC Regional NE II. Desta vez vamos refletir e estudar o tema : DIREITOS HUMANOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS, NA PERPESPECTIVA DA CLASSE TRABALHADORA, DE OLHO NA REFORMA POLÍTICA E NO PLEBISCITO POPULAR!
         Venham, companheiros(as),amigos(as) vamos participar dessa aventura                                                                                                           
        
        O que é Plebiscito?  Quem pode fazer um Plebiscito?   
       
        Reforma política  pode acontecer?   Quais as principais propostas?
        
        Quem está apoiando? O país vai melhorar?
        








 Tudo será discutido no nosso Seminário, dentro do método VER, JUGAR E AGIR Por isso vamos participar desse encontro, nossa  participação poderá mudar uma nação.

         No primeiro dia  iniciaremos o ver com uma rodada de conversa sobre A CONJUNTURA E A NOSSA MILITÂNCIA com o assessor Reginaldo Veloso


        No segundo dia, pela manhã, continuaremos o nosso ver com trabalho em grupo terminando com a fala do assessor Flávio. Já à  tarde começamos nosso jugar com o assessor Sebastião Armando(Bispo Anglicano), refletindo a ¨JUSTIÇA DO REINO E A VIVENCIA DA MILITÂNCIA.¨ Após o jantar NOITE CULTURAL.
  
        No último dia nosso AGIR, Atender ao APELO DA CLASSE E DE DEUS.
                                                                                                                                                                                                                                 
        SEMINÁRIO MTC REGIONAL NE II                                                                                                                                                         
       INÍCIO; 15/08/2014 ÀS 18:00h
      TÉRMINO: 17/08/2014                                                                                                                                     
      LOCAL: CASA DOS PADRES OBLATO KM 10 ALDEIA - CAMARAGIBE                                                                                                 
     CONTATO: Fone  32220241
                          E-Mail  recifemtc@gmail.com

terça-feira, 29 de julho de 2014

domingo, 20 de julho de 2014

Diário de Uma Professora: Golpe na internet usa mensagem sobre Enem para eng...

Diário de Uma Professora: Golpe na internet usa mensagem sobre Enem para eng...: Os golpistas pedem que as pessoas preencham um formulário para terem acesso a dados e informações pessoais de usuários Mais u...

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Fala Chico: ONU aprova resolução para criar mecanismo que resp...: Hoje, em Genebra, durante sua 26 ª sessão, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução convocando a criação de um grupo d...

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Fala Chico: A Igreja ouve os clamores dos povos da terra, das ...: Antônio Canuto*   No dia 7 de maio, a 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou o documento “A Igr...

Encontro com Marcelo Barros: Meditação bíblica, domingo, 20 de julho 2014

Encontro com Marcelo Barros: Meditação bíblica, domingo, 20 de julho 2014: O evangelho proclamado hoje nas missas e cultos é a  parábola do joio e do trigo. Jesus conta a parábola e logo depois a comunidade põe na ...

terça-feira, 1 de julho de 2014

domingo, 27 de outubro de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE ADULTAS

                                                             

                             Padre Romano falando aos trabalhadores e trabalhadoras          

I - Fé Adulta         
                            Vamos preocupar-nos hoje com a nossa fé. Ela merece um dia de reflexão. Ela é o fundamento de toda nossa vida cristã. Pois tudo começou por um ato de fé, no dia do nosso batismo. À porta da  Igreja, o padre perguntou: - João, Clarita, Helena, Pedrinho, que pedes à Igreja de Deus?...               O padrinho, que estava respondendo, em nosso nome, disse: - A fé!    
                        E a fé nos foi dada no sacramento como dom de Deus, o mais precioso. ela está viva ainda hoje em nós.
                             Tudo começou assim. Toda nossa vida cristã iniciou-se assim, por um ato de fé. É o fundamento. Todo valor do nosso cristianismo depende da qualidade de nossa fé. Por isto, no tempo em que vivemos, onde a Igreja conta conosco, onde o mundo conta com o cristianismo, onde nós tomamos consciência de uma grande tarefa a cumprir, precisamos revisar a nossa fé, dar-lhe a amplitude que a situação exige - e que exige, também, o seu natural desenvolvimento.  

O que é a fé?...     

                             A fé é diferente da prática religiosa. Alguém pode praticar a religião sem ter fé ou, pelo menos, sem ter uma fé completa. 
                             Muitos praticantes têm uma fé infantil. Receberam a formação religiosa que têm, quando criança. Mas a fé não se desenvolveu; ficou infantil. Dela, nasceu o infantilismo religioso, que é a humilhação do nosso tempo. O infantilismo religioso se acompanha, sempre, de um infantilismo humano. Assim , os cristãos, fracos no campo religioso, são fracos, também, no campo humano. 
                              Será que podemos continuar assim, numa hora como esta, quando o ser humano se torna adulto diante do mundo, ao dominá-lo?...  Será que o cristão pode acomodar-se a fé infantil, na hora em que o ser humano assume o comando do mundo, pela técnica, pela ciência, pela a audácia, pelo espírito de conquista?... Não! Não pode mais! Tudo hoje convida as leigas e leigos cristãos a terem uma atitude adulta, tanto o mundo como a Igreja: o mundo,  porque precisa da inteligencia deles e delas; a Igreja, poque precisa da sua participação na evangelização do mundo. 
                             O mundo que se está edificando convoca homens e mulheres, assim como o Concilio os chama, para assumirem uma tarefa nova e importante. Tudo hoje exige cristãs e cristãos adultos. Mas todas elas e eles dependem da qualidade de sua fé. Ela é base, o fundamento. Nós queremos que este dia de recolhimento sirva para tomarmos consciência do valor da nossa fé, para aprofundá-la, para desenvolve-la. Pois a nossa missão na Classe Trabalhadora e na Igreja exige de nós uma fé adulta. 
                              Vamos refletir juntos sobre o assunto, a partir da pergunta seguinte:  

                               Que quer dizer  ¨ter fé¨?...  Fé em Deus... Fé na Igreja... Fé em aceitar um conjunto doutrinal, uma filosofia?...    

1 - A fé é antes de tudo adesão a Cristo.       

Crer é aderir a Cristo  

                                Ter fé é isso, antes de tudo. Assim aparece a fé nos evangelhos. Um dia, Jesus submeteu os apóstolos a um exame, a uma prova, a respeito da fé. Eis o evangelho de São Mateus 16,13-17:  
    Jesus chegou à uma região de Cesareia de Felipe, e perguntou aos seus discípulos: ¨quem dizem os homens que é o Filho do Homem?¨ Eles responderam: ¨ Alguns dizem que é João Batista;outros que é Elias; outros  ainda que é Jeremias, ou alguns dos profetas. ¨ Então Jesus pergunto-lhes: ¨ E vocês, quem dizem que eu sou? ¨ Simão Pedro respondeu: ¨ Tu és o Messias, O Filho do Deus vivo! ¨ Jesus disse:¨ você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que lhe revelou isso, mas o meu Pai que está no céu¨. 
                                  A fé autêntica é um dom de Deus. 
                                  Por que não aproveitar este dia de recolhimento para fazermos um exame de nossa fé, a nossa prova de fé?    

Quem é Cristo para mim? Qual o lugar dele na minha vida?...   

                                 Jesus submete, uma segunda vez, os apóstolos a um exame de fé. Dessa vez, Ele se achava perto de Cafarnaum. Depois de ter apresentado a fé e a Eucaristia como pão da vida e promessa de  Ressurreição, muitos discípulos o abandonaram.

                                 Então Jesus disse aos doze:  ¨Vocês também querem ir embora?¨Simão Pedro respondeu: ¨A quem iremos, Senhor? Tu tens palavra de vida eterna¨ Ev. de João 6, 67-69
                                 A fé aparece como adesão a Cristo e à sua mensagem de esperança...  

                                 Qual é a nossa adesão à mensagem de Jesus?...
                                 Será que acreditamos realmente nela?...   
                                 Acreditamos, realmente, que ela é a única mensagem capaz de salvar a classe a Classe Trabalhadora e o mundo?...                                                                                       
                         
                                 Será que estamos convencidos de que ela é a única esperança?...
                                 Qual o testemunho que damos do seu valor?...
                                 
                                  Façamos o nosso exame, a nossa prova. Não se pode ter fé adulta sem a adesão fundamental à mensagem de Cristo: mensagem de verdade, de justiça, de liberdade e de amor.      
                                 Jesus submete Pedro, o mais esclarecidos dos apóstolos, e todos nós, a um terceiro exame de fé:     
 
 
                                ¨Jesus apareceu aos discípulos na margem do mar de Tiberíades(...). Pela terceira vez, Jesus perguntou a Pedro: Simão, filho de Jonas, voçê me ama? Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amva. Disse a Jesus: Senhor, tu conheces tudo, tu sabes que eu te amo. Depois, Jesus fez alusão ao sacrifício supremo supremo, e acresentou: Siga- me! Ev. de João 21,1. 17-20.  
                               A fé autêntica exige essa adesão de amor a Cristo, até segui- lo no caminho do sacrifício: Do nosso comodismo, do nosso tempo, do nosso dinheiro, do nosso egoísmo, e até da nossa vida.   
                               A fé não é adulta, enquanto a gente não estiver disposta a fazer até o sacrifício da própria vida.    
                               A fé é uma adesão incondicional, sem limites,a Cristo.    
 

                               Será que nossa fé vai até aí?...                                                                      

                               O exame, a prova é para nós!                                                                              

                                Vamos conseguir passar?...                                                                        

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE NATAL do MTC - Dezembro de 2012




                                          Índios Guarani-Kaiowás obtém vitória através de sua mobilização, empregadas domésticas e trabalhadores residenciais conquistam os mesmos direitos dos outros trabalhadores, o Butão, pequeno país asiático, tem o FIB( Felicidade Interna Bruta ) como índice para o desenvolvimento. Por todo mundo há manifestações do povo contra a crise financeira que tanto mal produz. Estouram greves por toda parte.                              
                                          Homens e mulheres se unem para combater o trabalho infantil, a exploração sexual, a fome, a miséria, o racismo, a desigualdade, a falta de liberdade de expressão, o desemprego, e a favor do meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
                                          Na Venezuela e em outros países latino americanos o bolivarianismo segue com sua bandeira para a liberdade. Tudo isto nos mostra que um outro mundo é possível. E esta estrela do mundo novo, nos guia para a manjedoura onde nasce o Menino Deus.
                                          Jesus veio para dar esperança aos que vivem oprimidos e força para seguirmos o seu caminho. Caminho de Paz, Fraternidade, Amor, Felicidade, Salvação e vitória sobre toda injustiça. Assim vislumbraremos como o Profeta Isaías( 11,1-8 ), a realização da visão: ¨O lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao lado do cabrito, o bezerro e o leãozinho pastarão juntos e um menino os guiará....ninguém agirá mal e nem provocará destruição em meu monte santo, pois a terra estará  cheia do conhecimento do Senhor, como as águas enchem o mar.¨
                                        Então companheiros e companheiras, celebraremos um natal feliz para todos.

                                        FELIZ NATAL ! FELIZ ANO NOVO !  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Movimento de Trabalhadores Cristãos celebra 50 anos

Movimento de Trabalhadores Cristãos celebra 50 anos

O Movimento de Trabalhadores Cristãos – MTC, convida Companheiros e companheiras para a celebração dos seus 50 anos de fundação e de 33 anos da memória do  companheiro operário Santo Dias. Militante da pastoral operária, Santo foi cruelmente assassinado pela repressão militar às 14 horas do dia 30 de outubro de 1979, em frente à fábrica Sylvania, em Santo Amaro, São Paulo. Convidamos você para uma celebração, onde unidos ao Espírito de amor que orienta nossa luta por libertação, agradeceremos a profecia que Santo Dias provocou na caminhada dos trabalhadores e das trabalhadoras.


Dia: 30 de outubro de 2012, 18:00.
Sede do MTC – Rua Gervásio Pires, 404 – Boa Vista.
Em frente a Secretaria das Cidades.
Fone pra contato: 3222-0241
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